canhoto

Joshua Goodman, professor assistente da Harvard Kennedy School, publicou um novo estudo que vai contra a crença comum da superioridade dos canhotos. É muito comum que eles sejam vistos como mais inteligentes e criativos. Porém, o que os resultados mostram não contribuem para esse pensamento.

Após explorar os dados de 5 grandes estudos de indivíduos dos EUA e Reino Unido, o pesquisador incluiu nos tópicos uma pergunta sobre ser destro ou canhoto. Alguns aspectos bateram com investigações anteriores, como a proporção de canhotos entre as crianças, que é de 11% a 13% e que os filhos de canhotos tem maior chance de também o serem.

A saúde de uma criança no começo da vida exerce um papel importante na definição da sua “mão boa”. Aqueles que nascem com pouco peso ou que tiveram complicação no nascimento tem maior probabilidade de serem canhotos. Bebês nos EUA que ficaram no hospital mais do que uma semana após o nascimento, por exemplo, tinham probabilidade 50% maior de serem canhotos.

Canhotos tiveram uma pequena desvantagem em habilidades cognitivas em relação aos destros, maiores problemas de comportamento e fala, e estavam sujeitos à problemas de aprendizado com maior frequência. Não há qualquer evidência para a antiga crença de que os canhotos estão representado em maior proporção do que o esperado entre as pessoas mais inteligentes.

Na educação e trabalho, existem também algumas diferenças. Canhotos americanos era 2,4% mais propensos a encerrar seus estudos após o ensino médio. Aqueles que avançavam até o ensino superior, eram 2,9% menos propensos a terminar a faculdade. Já no mercado de trabalho, os canhotos tendem a ocupar vagas que demandem menos habilidades cognitivas e são menos propensos a cargos gerenciais do que trabalhos manuais.

O impacto nos rendimentos é significante: canhotos ganham, em média, 6% menos do que destros. Porém, a diferença desaparece quando o pesquisador compara destros com canhotos que não tiveram problemas de saúde na infância, uma indicação que essa diferença poderia resultar do impacto que a saúde na infância tem sobre o desenvolvimento e educação.

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